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Carbono zero pode ser diferencial para o setor agropecuário no Mato Grosso do Sul

CARBONO CAPA SIFEMS

Os gases emitidos pela agropecuária como metano, óxido nitroso e dióxido de carbono, conhecidos como Gases de Efeito Estufa (GEE), contribuem com mudanças climáticas que podem impactar o futuro das áreas produtivas. Porém, estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa, em Mato Grosso do Sul, demonstram que a Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma das formas de reverter esse quadro.

"As principais fontes de emissão de gases na agropecuária são as queimadas, revolvimento do solo, adubação nitrogenada, processo digestivo de ruminantes, arroz irrigado e uso de maquinários agrícolas", explicou a pesquisadora da Embrapa Agropecuária Oeste, Michely Tomazi, em sua palestra "Emissão de carbono em sistemas de produção agropecuária", nesta quinta-feira (18), durante o Showtec 2018, que acontece em Maracaju (MS).

"Existe uma necessidade mundial de reduzir as emissões de GEE e cada nação está contribuindo com sua parte. No caso do Brasil, o acordo que foi o Acordo de Paris, assinado em 2015, estabelece como meta reduzir as emissões em 37% até 2020, baseado nas emissões que existiam em 2005", disse a pesquisadora.

Para Michely, o que a princípio pode parecer um problema para o Brasil e que demanda um grande desafio em relação às transformações no campo, inclusive, no Mato Grosso do Sul, pode ser uma grande oportunidade de mercado com amplo diferencial. "O Brasil é um grande produtor de alimentos que exporta muito e boa parte dos produtos são vendidos para o mercado internacional. Podemos pensar nesse assunto de forma estratégica para conquistar esses mercados com presença de consumidores qualificados, que estão cada vez mais exigentes, demandando produtos ambientalmente sustentáveis e que não emitam carbono".

IPL - O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Julio Cesar Salton, demonstrou de que forma os problemas gerados pela emissão de gases na agricultura podem ser solucionados por meio do uso dos sistemas integrados de produção, como é o caso da Integração Lavoura Pecuária (ILP). Esses sistemas contam com pastagens que possuem muita parte aérea e longas raízes e que, por meio da fotossíntese, capturam o dióxido de carbono e fixam no solo.

"Um solo exposto, com erosão, perde matéria orgânica e quando isso ocorre a fertilidade e a sustentabilidade são prejudicadas. Num sistema com resíduos, palhas e raízes existe uma intensa atividade biológica, aumentando a matéria orgânica, a capacidade produtiva dos solos e contribuindo com o sequestro de carbono. Os solos com mais matéria orgânica apresentam resultados diferenciados, são sustentáveis e beneficiam toda a sociedade", disse o pesquisador.

A última palestra do painel foi proferida pelo pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Manuel Claudio Motta Macedo, que explicou que a integração de sistemas possibilita o uso eficiente de nutrientes do solo.

"As culturas em geral desempenham um papel muito importante em relação a melhoria e construção da fertilidade do solo, amortização dos custos de renovação das pastagens com a venda dos grãos das culturas anuais. As pastagens, por sua vez, tem um papel fundamental na melhoria das propriedades físicas, ciclagem de nutrientes, redução de plantas daninhas, quebra do ciclo de pragas e doenças e recuperação de nutrientes", disse Macedo. O Showtec continua até esta sexta-feira (19), em Maracaju.

Com informações da Embrapa

 

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