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Fiscalização reforçada no Espírito Santo contra Febre do Nilo

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Após a confirmação do primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental (FNO) em cavalo, em São Mateus, Norte do Espírito Santo, a fiscalização foi redobrada na região. Cerca de 20 profissionais supervisionam propriedades que têm animais com suspeita da doença.

 

Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), nos meses de abril e maio deste ano, foram recebidas 12 notificações de mortalidade de equídeos por síndromes neurológicas nos municípios de Baixo Guandu, Nova Venécia, Boa Esperança e São Mateus. Porém, para somente um desses animais o resultado foi positivo para o vírus da FNO. Em 2017, foram 25 notificações, mas todas deram negativo para o vírus.

 

De acordo com o órgão, uma equipe composta por médicos-veterinários e técnicos do instituto, além de profissionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), estão envolvidos no monitoramento de eventuais notificações de mortalidade ou sinais de doenças neurológicas em equinos. “O diagnóstico inicial é muito parecido com o da raiva, devido ao desenvolvimento de problemas neurológicos, já que o vírus ataca diretamente o cérebro dos equídeos. Descartada essa hipótese, apuramos se é a FNO. Demoramos, em média, um mês para receber o diagnóstico do vírus”, comentou o gerente de Defesa Sanitária Animal do Idaf, Fabiano Fiuza Rangel.

 

A Febre do Nilo é uma doença viral e transmitida única e exclusivamente por meio da picada de mosquitos, principalmente o pernilongo. “Esses insetos se infectam pelas aves e podem picar tanto cavalos ou humanos e, com isso, transmitir o vírus. Mas, em geral, humanos não apresentam sinais da infecção viral”, explicou o diretor do departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Henrique Figueiredo Marques.

 

De acordo com Marques, as aves silvestres são as hospedeiras do FNO, já as domésticas ou criadas em cativeiro não têm risco de contaminação. “Muitas dessas doenças vêm de aves que são migratórias de outros países. Nesse processo, podem ter trazido para o Brasil um vírus que ainda não havia sido detectado nacionalmente. Essa é uma das hipóteses de como o vírus chegou ao Estado”, disse.

 

O Brasil desde o fim dos anos 90 faz vigilância das aves migratórias, mas poucos testes foram positivos para a presença do vírus da febre do Oeste do Nilo. Em seres humanos, houve apenas um caso positivo notificado, no Piauí, em 2015. O estado nordestino também costuma receber muitas aves migratórias.

 

Morte de cavalos em Goiás

Surtos recentes de doença neurológica em cavalos em Goiás, ainda sem causa identificada, acenderam o alerta de que o vírus pode ter se espalhado para outros estados. Em Serranópolis, no sudoeste do estado, a veterinária Thaynã Chaves, secretária de Agricultura do município, estima que pelo menos 200 equinos morreram na região entre fevereiro e abril. A febre do Oeste do Nilo é uma doença de notificação obrigatória. Mas não se sabe, por enquanto, se é a causadora das mortes. Amostras colhidas de um potro foram enviadas para exame na Universidade Federal de Goiás, mas os testes ainda não têm resultado.

 

Fonte: Gazeta Online e O Globo

 

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