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Soja deve render mais de R$ 9 bilhões a Mato Grosso do Sul

LUCRO CAPA SIFEMS

Com perspectiva de render mais de R$ 9 bilhões neste ano, a colheita da soja alcançou até o momento 11% da área plantada em Mato Grosso do Sul. Mesmo com leve atraso na retirada dos grãos, as condições do tempo favoráveis, aliadas à boa produtividade das lavouras registrada até o momento, devem levar a produção aos patamares da safra anterior, que já foi recorde, avalia o presidente da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Juliano Schmaedecke.

Com meta de produzir 8,7 milhões de toneladas em uma área cultivada de 2,6 milhões de hectares, a produtividade da oleaginosa desta safra está estimada em 56 sacas por hectare.

“A safra está em 6% da área colhida e nesta semana começa a evoluir muito. Estamos com um tempo muito bom, a produtividade está muito boa e eu acredito que a gente faça um número muito parecido com o do ano passado, que foi recorde. Estamos um pouquinho atrasados, no ano passado a soja evoluiu mais rápido e nós tivemos um pouco menos de chuva em janeiro, o que adiantou o ciclo da soja. Neste ano, com um janeiro muito encoberto, trouxe um alongamento do ciclo”, explicou.

Mesmo com as variações climáticas de janeiro, segundo o presidente da Aprosoja, quem está colhendo está relatando produtividade acima de 60 sacas. “Lógico, é o começo e temos que tirar toda a lavoura para ter o número certo. Há variedades com ciclo longo e é preciso chuvas em fevereiro, mas está tudo direcionado a uma supersafra”, comentou.

Nas plantações de soja do produtor rural Valter Anziliero, entre Campo Grande e Sidrolândia, as condições do tempo estão favoráveis e a colheita já atingiu cerca de 4% da área plantada. A produtividade também é considerada expressiva, entre 54 e 55 sacas por hectare. “Deve ficar na mesma média do ano passado”, calcula o sojicultor, que também relatou não estar tendo problemas com doenças nem com pragas. “Em fevereiro, com certeza a colheita anda”, completou.

ALERTA

O presidente da Aprosoja-MS alerta para o cuidado redobrado com as oscilações do clima e o controle de doenças e pragas, entre elas a ferrugem asiática, devido ao risco de comprometimento das lavouras. Dados do Consórcio Antiferrugem reforçam essa vigilância: de janeiro até agora, foram comunicados 41 casos da doença nas plantações do Estado, dado que coloca Mato Grosso do Sul em primeiro lugar no País em número de ocorrências de ferrugem asiática neste início de 2018.

“O que pode tirar de nós esse número é a chuva na colheita, o que é muito improvável, e a ferrugem asiática. A ferrugem hoje está 36% mais severa, comparando a mesma época do ano passado, então demanda um cuidado do produtor rural para que não haja perdas. As tecnologias estão aí para serem usadas. O produtor tem que olhar a sua estratégia, às vezes até rever a sua estratégia no controle da ferrugem e também cuidar do percevejo, que também é uma praga que pode comprometer o resultado. Com a chuva na colheita você não consegue colher e deteriora o grão, mas como nós tivemos um dezembro e janeiro muito chuvosos, dificilmente se repetem em fevereiro essas condições. Os próximos 60 dias são cruciais e pelo que temos visto com o pessoal do campo, tem evoluído muito nessa semana”, enfatizou.

SAFRA

Em comparação aos dados da safra anterior (2016/2017) estima-se aumento da área plantada em aproximadamente 2,5%, passando de 2,52 milhões para 2,6 milhões de hectares. Para isso, a equipe técnica da Aprosoja identificou um aumento de 2,4% em relação à expectativa do volume de produção de grãos (de 8,532 milhões de toneladas na safra 2016/2017 para 8,736 milhões de toneladas na safra 2017/2018). A produtividade para a próxima safra está estimada em 56 sacas por hectare.

MILHO

O milho safrinha, segundo o levantamento da Conab, aponta recuo de 3,9% na produção (de 9,6 milhões para 9,2 milhões de toneladas) e redução de 1,7 milhão para 1,6 milhão de hectares na área de plantio do cereal em MS. Já a produtividade deverá ficar praticamente estável, em 5.468 quilos por hectare, frente a 5.460 na safra passada (variação de -0,1%). Quando considerada a produção total de grãos do Estado, a produção estimada para a safra 2017/2018 é de 18,4 milhões de toneladas, avanço de 1,9% no comparativo com o ciclo anterior, de 18,7 milhões de toneladas.

Segundo Juliano Schmaedecke, o calendário de plantio prossegue “dentro da normalidade”, não havendo por enquanto estimativas sobre a safra no Estado.

Conforme projeções da Granos Corretora, o total comercializado da safra anterior no Estado, de 9,7 milhões de toneladas, alcançou 75,10%; já para esta tonelada, existem 4,20% comercializados, considerando uma produção de 8,6 milhões de toneladas.

Fonte: Correio do Estado

 

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