A atuação dos Fiscais Estaduais Agropecuários ultrapassa as atividades de campo e fiscalização direta, alcançando também espaços estratégicos de intercâmbio técnico e aperfeiçoamento profissional. Representando Mato Grosso do Sul, o Fiscal Estadual Agropecuário e engenheiro agrônomo Danilo Furtado dos Santos participou de uma visita técnica nacional ao Sistema Campo Limpo, realizada em Taubaté (SP).
O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais de defesa agropecuária e de meio ambiente de dez estados brasileiros, promovendo uma imersão completa no funcionamento da logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas – desde a devolução pelo produtor até a transformação em novas embalagens.
Danilo Furtado, que também é chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agrícolas da Iagro, destacou a relevância da experiência para o trabalho desenvolvido no Estado.
“Nós, que atuamos diretamente na fiscalização, pudemos acompanhar todo o processo de destinação final das embalagens, desde a devolução até a transformação na indústria. É um ciclo sustentável, que traz segurança ao produtor e é ecologicamente correto”, afirmou.
A programação incluiu visita à central de recebimento, onde são realizadas a conferência, separação e preparo das embalagens, além da visita à recicladora parceira, responsável pela transformação do material em novas embalagens para o mesmo uso. O modelo é considerado referência mundial em economia circular aplicada ao agronegócio.
Para o Fiscal Estadual Agropecuário, um dos pontos que mais chamaram atenção foi o nível de organização e controle do processo. “A qualidade dos procedimentos e a estrutura do Sistema garantem que o produto final seja seguro, ao mesmo tempo em que promovem economia e sustentabilidade para toda a cadeia produtiva”, ressaltou.

A participação do FEA de Mato Grosso do Sul reforça o papel estratégico dos Fiscais Estaduais Agropecuários na fiscalização de insumos agrícolas e no acompanhamento das políticas públicas relacionadas à sustentabilidade no campo. Além da fiscalização, esses profissionais atuam diretamente na orientação aos produtores e no fortalecimento de práticas ambientalmente corretas.
O Sistema Campo Limpo é resultado da responsabilidade compartilhada entre agricultores, distribuidores, indústria e poder público. Nesse contexto, cabe aos órgãos de defesa agropecuária e ambientais garantir o cumprimento das normas e contribuir para o aprimoramento contínuo do sistema.
A presença de representantes estaduais nessas iniciativas fortalece a integração entre os diferentes elos da cadeia e amplia a capacidade técnica dos órgãos públicos, refletindo diretamente na qualidade da fiscalização e na segurança da produção agropecuária.
Por: Sifems

