21 de Maio: Como o trabalho dos Fiscais Estaduais Agropecuários impulsiona a economia de MS

Quem acompanha os recordes de exportação e a qualidade da carne e dos grãos de Mato Grosso do Sul raramente enxerga a estrutura que sustenta a força do agronegócio. Por trás de cada carregamento que cruza as fronteiras do estado ou que embarca nos portos rumo ao exterior, existe o trabalho técnico e minucioso de uma categoria: os Fiscais Estaduais Agropecuários.

Neste dia 21 de maio, celebramos o Dia do Fiscal Estadual Agropecuário, uma carreira estratégica que atua como a linha de frente da sanidade, da economia e da saúde pública em Mato Grosso do Sul.

Seja garantindo que o estado permaneça livre de febre aftosa e pragas, ou certificando a qualidade dos alimentos que chegam às famílias brasileiras e a mais de cem países, esses profissionais são o selo de garantia do agronegócio sul-mato-grossense. Sem a fiscalização, as fronteiras comerciais se fecham e a segurança dos alimentos é posta em risco.

Mato Grosso do Sul conta hoje com pouco mais de 200 Fiscais Estaduais Agropecuários na ativa, entre Médicos Veterinários, Engenheiros Agrônomos, Biólogos, Químicos e Engenheiro Químico, todos integrantes do quadro de servidores da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO).

A categoria se desdobra em uma rotina que abrange desde o monitoramento de pragas e doenças no campo, passando pela fiscalização do trânsito de produtos nas fronteiras e barreiras, até a inspeção rigorosa do chão de fábrica em indústrias e frigoríficos, além do suporte técnico e administrativo nos escritórios.

O presidente do Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Estado de Mato Grosso do Sul (SIFEMS), o médico veterinário Mauro Rodrigo Rossetti, reforça que o impacto da categoria vai muito além do campo, alcançando toda a sociedade.

“A segurança sanitária do nosso estado, construída pelo trabalho de excelência desses profissionais, atrai a atenção de grandes investidores. Eles enxergam em Mato Grosso do Sul um ambiente seguro e sem riscos para iniciar ou expandir negócios, unindo produção sustentável de alta qualidade à disponibilidade de mão de obra qualificada”, pontua Rossetti.

Como exemplo prático dessa segurança atraindo investimentos, destaca-se a forte expansão da citricultura em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o estado conta com 15 mil hectares plantados de citros, volume que deve dobrar e atingir a marca de 30 mil hectares nos próximos anos. Essa nova rota econômica atraiu grandes indústrias do setor, como a Cutrale, que tem a meta de alcançar uma produção anual de 8 milhões de caixas da fruta.

Reforço Urgente

Apesar da importância vital da categoria, o SIFEMS aproveita esta data comemorativa para lançar luz sobre uma necessidade crítica: o fortalecimento da Defesa Vegetal.

Diferente da área animal, o setor vegetal conta hoje com um quadro reduzido de profissionais para monitorar as lavouras que movem o PIB estadual. São apenas 33 Fiscais Agrônomos para cobrir 45 atividades de Defesa Sanitária Vegetal nos 79 municípios e para para fiscalizar milhões de hectares, monitorar pragas quarentenárias, controlar o comércio de agrotóxicos, garantir os vazios sanitários, vigiar fronteiras e rodovias, emitir os documentos, laudos e autorizações.

Segundo a entidade sindical, a defasagem de pessoal coloca em risco a agilidade do serviço e a prevenção fitossanitária. Como solução imediata para mitigar o problema, o SIFEMS defende a convocação dos 17 profissionais que foram aprovados no último concurso público e que aguardam o chamado para ingressar na carreira. A entrada desses novos fiscais não é apenas uma demanda administrativa, mas uma medida de segurança para proteger as safras de soja, milho, cana-de-açúcar e as florestas plantadas contra ameaças fitossanitárias que podem causar prejuízos bilionários.

“A valorização do fiscal e o fortalecimento do quadro funcional da Iagro não são apenas demandas da categoria, mas sim um investimento na proteção do PIB do estado. Sem fiscalização eficiente, as barreiras comerciais se fecham. Não podemos descuidar da sanidade vegetal enquanto o setor cresce em ritmo acelerado”, destaca o presidente do SIFEMS.

Valorizar o Fiscal

A fiscalização agropecuária atua como um selo de garantia invisível. É por meio do trabalho técnico desses servidores que Mato Grosso do Sul mantém status sanitários internacionais de excelência, fundamentais para abrir portas nos mercados mais exigentes do mundo, como a União Europeia, Estados Unidos e Ásia.

Neste 21 de maio, o SIFEMS reforça a importância do reconhecimento institucional da profissão e reafirma o compromisso de seguir lutando por melhores condições de trabalho, infraestrutura adequada e pela reposição do quadro técnico da Iagro, visando garantir o crescimento sustentável do estado.

Por: Comunicação do Sifems